O novo centro de serviços do Santade contará com uma central de desenvolvimento de tecnologia, para atender toda a demanda da instituição financeira no Brasil. O vice-presidente de meios do Santander, Gustavo Roxo, diz que, apesar de o Brasil responder por 21% de toda a operação mundial do banco, o complexo de Campinas não será utilizado para a exportação de serviços para outras subsidiárias do banco no exterior.
O projeto também sepulta de vez a hipótese da instituição vir a fazer processos de terceirizações radicas como o chamado full outsourcing. "Nunca pensamos em terceirizar nosso data center. Ele é estratégico", declarou o vice-presidente executivo de meios do Santander, Gustavo Roxo.
O executivo que a operação brasileira do banco hoje já conta com dois data centers, ambos instalados na cidade cidade de São Paulo – um no bairro de Santo Amaro e outro na filial da Avenida Paulista. Com a ativação do centro de Campinas, o data center da Paulista será desativado.
Roxo explica também que o investimento no novo complexo não envolve a parte de equipamentos, como servidores e computadores, já que serão realocados da unidade desativada e comprados "conforme o desempenho do banco na época da inauguração do novo centro".
A nova unidade está programada para operar no segundo trimestre de 2012. No terreno de 1 milhão de metros quadrados, o data center terá 2 mil funcionários e responderá por cerca de 66% de todas as operações de sistemas do Santander, incluindo o processamento de dados das agências bancárias, além das transações eletrônicas via cartões de crédito, segmento no qual o banco entrou em fevereiro deste ano.
A escolha de Campinas - no Parque Tecnológico do CIATEC - Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia - foi determinada pela excelente oferta de infraestrutura de Telecom e de Energia Elétrica, informou Gustavo Roxo. O Santander também teve a preocupação de adotar o conceito da TI Verde. O novo centro de processamento, por exemplo, economiza 30% de energia em relação aos data centers tradicionais.